quinta-feira, 24 de julho de 2008

planejar. Pra que?

Nas aulas de planejamento, aprendi (ou deveria ter aprendido) que as pessoas devem traçar metas de vida, planejar a melhor forma de como alcançar um objetivo final. E isso vale até p’ras pequenas coisas. Planejamento desde a programação do que se irá fazer no final de semana, até a idealização de um grande negócio. Daí, visto que vc tem um ideal, e tem em mente como tudo irá se realizar, colocá-lo em prática e ver aquilo acontecer, torna-se quase que uma questão de honra. O que vc conseguir, se conseguir pelo menos 50%, já é lucro. Nem tudo será em vão.
A verdade é que as coisas não dão muito certo quando eu resolvo planejar detalhadamente. Nunca acontece da maneira que planejo. Nunca não, quase nunca. Pensando dessa forma, hoje em dia eu não sou muito de planejar o que vai acontecer comigo. Digo, além da faculdade e... er... e... bom, além das coisas da faculdade, não costumo me programar pra mais nada.
Não vou nem argumentar pra tirar de suas mentes que sou uma completa desorganizada. Pra algumas coisas eu sou mesmo, mas existe gente pior que eu. É, e isso nem importa.

sábado, 12 de julho de 2008

da série: pseudo-diálogos

- Não vou mais sair amanhã (sábado). Só domingo.
- Que foi?
- Ela vai sair com o namorado e disse que eu fosse pra lá no domingo. Droga, nem gosto de sair no domingo. Vc gosta?
- Frescura. Por mim, eu saía todos os dias. É um dia normal. Ah, seu eu pudeeesse... E outra, o que vc faz no domingo? Parece até que só vive com a agenda cheia de compromissos. Me poupe.
- Eu gosto de ficar em casa dia de domingo, só isso.
- Fazendo?
- Nada.
- Então...
- Mas eu vou. Já disse que ia... Droga!

(...)

- Cara, que saco, viu? Quero que esses dias passem logo. Rápido! Domingo, segunda, terça... Tô meio de saco cheio de não fazer nada. Bem que eu disse que essas férias tavam prometendo... Ser uma merda.
- Pra que passar logo? Sua vida acaba num instante e ‘tchum’. Qual a graça?
- Sei disso, eu falo de boca pra fora. Esse tédio que me deixa assim. Mas, ao mesmo tempo, acho que gosto. Sei lá. Saco. Agora não quero que o tempo passe logo, não quero morrer. Ouviu, tempo? Não passe rápido!
Vc já reparou que...
- Ah, de novo com isso... Pára com esse drama!
- Hein?
Hm, aprendi a ser assim por aí... Já parei.
Ah, te disse que a festa de formatura, provavelmente, vai ser em maio, né?
- Uhum.
- Não vejo a hora de me esbaldar. Me jogar pelada na piscina e tal. (provocando)
- Aham. A menos que esteja bêbada ou possuída. Sóbria, nunquinha que vc faz isso.
- Pra isso existe o álcool.
- Sei...
- Sabe nada...
- Lembre-se: vc ainda tem uma vida toda ela frente. Logo depois que se formar... Minha filha, uma relações públicas...
- Que?
Sim. E eu não vou deixar de ter minha vida, se pular pelada na piscina. Ou vou?
- Supondo que vc pode beber, ficar bêbada, tirar a roupa, ir pra beira da piscina, se desequilibrar na borda, escorregar, bater com a cabeça e morrer... É uma possibilidade.
- Por que vc tem que ser tão catastrófica?
- Uma possibilidade...
- Tá.
- Mas lógico que eu não quero que isso aconteça. Meu Deus, nem era pra ter falado isso. Eu morro!
- Tá. Menos, mãe. E pára de se mexer, vou terminar queimando sua cabeça com esse secador...

terça-feira, 8 de julho de 2008

os nerds também amam

E eu estava aqui no meu canto, ouvindo minhas músicas, tomando meu leite com Toddy e espantando mosquitos, curtindo minhas férias, sabe? Momento pra não pensar em coisas de faculdade, mas foi inevitável, eu pensei! Porém, não foi bem sobre estudos e tal... Mas sobre um garoto lá da minha turma. Não, eu não estou gamadinha nele. Ele que está gamado numa amiga minha, e me pediu ajuda no processo de conquista, entende?
Ele é do tipo de cara... Ah! Vou ser direta; nerd, ele é um NERD. Não quero ser pejorativa, mas, ele é nerd, ué! Bom, ele é assim... Sabe aquele estereótipo de garoto nerd da faculdade que todos dão risada quando o vêem dançando numa festa? Anda, fala e gesticula estranhamente. Pois bem, ele é o mais “cabeça” da turma (o que não significa dizer, necessariamente, que é o mais inteligente, até por que... deixa pra lá!), que pega mais livros na biblioteca, que faz todos os trabalhos uma semana antes do dia marcado pra entrega, bolsista de projetos dos grandes professores do curso, e ainda por cima é engajado na política dos movimentos estudantis. Sempre pontual e disposto a ajudar quem precisa. O tipo de carinha que faz aquela perguntinha inconveniente no final da aula, quando todos estão loucos pra dar o fora, hmm, e que faz pergunta quando um grupo acaba de apresentar algum trabalho e está todo mundo tenso. Dia desses, teve prova: “elaborar um projeto comunitário em sala de aula”, em dupla, com quem eu fiz? Cheguei atrasada e ele estava sem parceiro. Prova de um dos professores mais exigentes, mas quanto a gente tirou? Dez.
Ele é nerd e ela é “Paty”.
Mais desencanada com estudo. Desorganizada. Só entrega trabalhos e faz prova quando o professor dá a última chance e olhe lá. Quando está em apuros, recorre a ele, já que, como eu disse, sempre está disposto, imagina pra ela... Ela pede favores que só um X-man teria a capacidade de fazer, ou menlhor, só todos os X-mans unidos fariam. Mas ele se transforma n’um, e faz NA HORA. Nunca é pontual, eu disse nunca. Apresenta trabalho sem nem saber direito do que se trata o assunto. Do tipo que me chama de “miga”, adora sair e curte um axé.
Quando ele veio me falar que gostava dela há quase quatro anos, já não era novidade pra mim. Falou, falou e pediu ajuda, além de me pedir segredo.
Eu contei pra ela. Contei mesmo. Primeiro porque ela já desconfiava. Segundo porque ele está a fim da garota há quatro anos, praticamente, servindo de “amigo anjo da guarda” como ela mesma diz. Terceiro, porque eu fiquei a fim de contar e manter segredo não vai ajudar em grandes coisas. Sabe a reação dela quando eu disse...? Er... “kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk” [/risadadeaxezeirae/oupagodeira], e sabe o que eu respondi? “kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk”[/risadapraentrarnoclimapagodenalaje]. “Ai, Jaqueee, migaa, pára vai, depois daquela Pegadinha do Mallandro (ráááá) que vc me passou dizendo que viu uns papéis nas coisas de sua mãe e descobriu que era adotada eu não acredito muito facilmente em vc.”. “Oi?”. “Pááraaa!”.
Quer saber? Acho que ele não tem chance (pra não dizer que aposto todas as fichas em que ele ficará a ver navios. Aposto, cara, se ele ganhar pelo menos um selinho da Hebe dela, eu passo a escrever conto erótico, juro!)... A não ser que eu esteja presenciando uma daquelas histórias de filme americano adolescente. Sei que não é o caso. E não terei sucesso como cupido.
*
Era pra eu estar indo ver Hancock, neste exato momento, ok? Mas não, a preguiça se apossou do meu ser. Amanhã eu vou, juro que vou!

terça-feira, 1 de julho de 2008

demonstrar interesse, como faz?

Demonstrar interesse, coom fäs? Hein?

Eu sou aquele tipo de pessoa que não sabe demonstrar interesse. Não que eu nunca me interesse por coisas ou pessoas, veja bem; eu não sei demonstrar, só isso, é diferente. Se existisse curso preparatório para pessoas demonstrarem seus interesses na medida certa e no momento certo, certeza que eu me matricularia.
Assim, por coisas é mais fácil, bem mais fácil, por sinal, por gente é mais complicado, já que não dá pra saber o que se passa na cabeça do o outro. Ou pareço interessada demais ou totalmente desligada. Na maioria das vezes demonstro pouco. E, tipo, isso é ruim, porque parece que vc não tem atitude, sabe? Luto pra que isso mude um pouco. Certo que algumas pessoas já percebem quando eu tô muito interessada ou nem aí pra algumas coisas. Mas, se eu conheço alguém legal numa festa, ou em outra situação, provavelmente nem vou perguntar onde posso encontrá-lo depois dalí.
Quer saber de uma coisa? Acho isso meio idiota, meio não, acho bem idiota (isso o quê? Isso tudo que tô falando). Mas assim, só pra dar exemplo, sei de uns amigos que levam pé na bunda por serem pegajosos; ligar demais, procurar demais, falar demais... e essas coisas. Pecar pelo excesso é melhor? Acho que mesmo que eu quisesse, não conseguiria ser assim. Têm vezes que bate vontade de ligar pra alguém umas 25565465446 vezes no dia, e depois ter ódio porque a pessoa te fez ficar 25 horas no telefone e a orelha esquentou, mas não dá, eu não consigo, pode ser pra qualquer pessoa, e não é pra ficar na defensiva não. Sabe aquelas cenas de novela em que o ser tá roendo as unhas pra ligar, aí vai pondo a mãozinha no telefone, em slow... Vai indo, vai indo, vai indo... Quando tecla o primeiro número, dá uma travada e ele põe o telefone no gancho, dramaticamente? Pois é, eu nem faço isso, mas é por aí.
Olhando bem, acho que é pra ficar na defensiva sim, mesmo que isso seja meio que coisa do subconsciente, meio egoísta tbm. Ai, ai, um dia eu mudo...