É de certo que nós não nascemos grudados em ninguém. Todo mundo nasce “livre”. E é assim que continua pelo resto da vida (?). Quero dizer que, com o passar do tempo, as pessoas só tendem a uma maior individualidade. Até que aparecem outras pessoas em suas vidas, as que fazem a diferença; amigos (as), namorados (as)... E isso passa a ser levado em consideração (ou, pelo menos, deveria). A gente sabe que de tantos que nós conhecemos e tal, poucos podem ser considerados como pessoas essenciais. O que eu acho incrível, é a capacidade de o ser humano destruir uma relação de amizade por pura sacanagem. Como se tem coragem de uma garota dar em cima do namorado da amiga, por exemplo? Sério mesmo, é muita bandidagem. Sou tranqüila, sabe? Não gosto de valorizar o que não vale a pena, e acho que a vida não deve ser levada tão a sério, exatamente nesse sentido; de não esquentar a cabeça por qualquer bobagem. Mas até onde vai essa falta de seriedade com as coisas da vida? Pra mim, vai até o limite que cada um pode agüentar... E tá aí um troço que acho de uma cretinice sem tamanho: traição. Ainda continuando com o exemplo da amiga sacana, existem momentos que vc é tentado a fazer certas coisas, mas cair nessa de pegar o namorado da amiga... Não! Acredito na segunda chance (e, igualmente, na exceção), mas digo e repito: isso é imperdoável. Cara, como se confia em alguém depois disso? Eu não conseguiria. Mas, óbvio que existem relacionamentos (amorosos e de amizade) mais abertos, onde uma traição não tem todo esse significado. Conheço muita gente que diz “ah, não vou acabar com tudo por causa de uma aventurazinha sem importância”, parabéns aos de sangue frio, porque, numa dessa, tudo que eu esperaria de mim mesma seria cair fora.
Nós vivemos baseados numa cultura onde um dos principais componentes é a filosofia de que a traição não deve acontecer (apesar de isso não ser tão valorizado hoje em dia), e eu confesso que tenho isso como princípio em mim. Cara, prezo a lealdade. Ser leal com quem se ama é base pra que as coisas caminhem com decência pra um lugar certo. Porque entre o começo e o fim, há o meio, e isso não deve ser esquecido. Se faltou respeito, a coisa vira cachorrada, e podem me chamar de careta, porque, em certos momentos, eu sou mesmo. Odeio a idéia de eu fazer da minha vida um oba-oba e machucar quem eu gosto, colocar tudo a perder...
Quem trai, trai a si mesmo, joga fora a chance de viver uma história legal, de tá ao lado de pessoas especiais, de ser feliz. Acho que não dói em ninguém viver honestamente, sem mau-caratismo, sem canalhice... Nós temos a escolha de querer o mundo todo, de estar com quem aparecer na nossa frente, qualquer um que nos chame a atenção e der oportunidade, alguém diferente toda semana... Isso quando se está SÓ, sem compromisso. Mas é aquela conversa manjada da minha avó: quem muito quer, (no final das contas) pouco tem.
Cada um tem o direito de fazer a zorra que quiser com sua própria vida; pintar o sete, aloprar, créu velocidade 5, vida lok4... Desde que não prejudique a ninguém (se a pessoa não curtir zoação tbm *de novo com esse repente?*) e agüente as conseqüências, porque passarinho que come pedra (me desculpem aê, mas...) sabe o c* que tem.
Vacilou comigo, eu pego nojinho, não adianta, pego nojinho mesmo. Tem que ter caráter, pô.
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"Sometimes a man gets carried away, when he feels like he should be having his fun. And much too blind to see the damage he's done. Sometimes a man must awake to find that, really, he has no one..." (Jeff Buckley)
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Antes que surja comentário do tipo “Jaque, relaxa, vai essa passar”; só quis mostrar minha opinião sobre o assunto, só isso.
Observação para o título que combina com o do post anterior... Tô dizendo que eu nasci para o repente!