terça-feira, 27 de maio de 2008

é relativo...

Quem já leu alguns posts meus, já deve ter percebido que não suporto típicos livros de auto-ajuda e pseudo-frases de impacto. Mas aí, eu tava dando umas olhadas pela internet e encontrei a lista “coisas que aprendi na minha vida até agora”, de autoria de um designer famoso aí na atualidade, Stephan Sagmeister. Muita gente já viu, nem é novidade. A lista é a seguinte:

1. Ajudar outras pessoas me ajuda.
2. Ser impulsivo sempre funciona para mim.
3. Pensar que a vida será melhor no futuro é estúpido. Viva o agora.
4. Organizar um grupo de caridade é surpreendentemente fácil.
5. Não ser confiável nunca funcionou para mim.
6. Tudo o que eu faço sempre volta pra mim.
7. Presunção asfixia.
8. Drogas são ótimas no início e terríveis no final.
9. Com o tempo, você se habitua com tudo e deixa de se surpreender.
10. Dinheiro não me faz feliz.
11. Meus sonhos não tem significado.
12. Manter um diário ajuda meu desenvolvimento pessoal.
13. Tentar parecer bem limita minha vida.
14. Luxo material é melhor aproveitados em pequenas doses.
15. Preocupação não resolve nada.
16. Culpa é bobagem. Aja ou esqueça.
17. Todo mundo acha que está certo.
18. Se eu quero explorar novas coisas profissionalmente, é melhor experimentar antes por mim mesmo.
19. Manter as expectativas baixas é uma boa estratégia.
20. Todas as pessoas honestas são interessantes.

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Não dá pra viver seguindo uma cartilha que contém todas as informações básicas do quê vc deve evitar e do quê vc deve fazer pra que não sofra tanto, e consiga ser feliz. As experiências são únicas, mas concordo sim que devem ser compartilhadas, algumas coisas que acontecem são universais, acontecem com todo mundo. Mas, sei lá, essa parada de ficar lendo Minutos de Sabedoria, A Arte Da Felicidade, Você É Insubstituível etc, parece ser furada, por que na realidade, na prática, as coisas não funcionam da maneira tão simples como parece ser. Confesso que, dessas vinte coisas, algumas me chamaram atenção, outras... uma idiotice. E eu responderia:

1. Acho que todo mundo sabe que ajudar outras pessoas é legal. Mas ser bonzinho demais pode ferrar com alguém.
2. Ser impulsivo funciona em alguns casos. Não é possível que sempre funcione, agir por impulsividade não te faz pensar direito, é como se vc tivesse dando tiro no escuro e se vai acertar o alvo já são outros quinhentos.
3. Putz, e se o agora tiver uma merda? Lógico que vc tem que pensar que futuramente as coisas podem melhorar. E fazer por onde isso aconteça.
4. Organizar um grupo de caridade é realmente fácil, basta encontrar pessoas disponíveis e dispostas a ajudar.
5. Acho que não ser confiável não funciona pra ninguém.
6. Sinceramente, acho que isso não acontece com todo mundo. Se isso fosse regra, que bom seria. As pessoas seriam mais confiantes, acho.
7. Além de afastar as pessoas.
8. Sim.
9. Por mais ruim que isso possa parecer, é verdade. Mas sempre há exceções.
10. Blá, ba, blá.
11. Lógico que têm significado. Mas será que ele se refere aos sonhos que se sonham quando dorme? HAHAHA
12. O meu tbm...
13. Tentar parecer bem limita a vida de qualquer um.
14. Como tudo na vida, acho que tudo demais tem seus efeitos colaterais.
15. Resolver, não resolve mesmo.
16. Culpa é bobagem. Aja ou esqueça.
17. Nem tudo mundo. E nem sempre.
18. Concordo.
19. Concordo PLENAMENTE.
20. Todas as pessoas honestas são interessantes e inspiram confiança.
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Tudo é relativo. Depende do ponto de vista, depende do ângulo que se vê. Talvez ele tenha falado isso se referindo a questão profissional. De qualquer forma, como eu já disse, na minha opinião, tudo é relativo.

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Estou me sentindo bêbada.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

a arte de observar detalhadamente coisas alheias...

Sabe aquelas coisas que vc tem que fazer todos os dias, e termina enjoando, hmm, enjoa, mas não enjoa? Bom, é assim ter que ir a universidade todo santo dia. Enjoei, enjoei mesmo, mas não enjoei. Entre ir e não ir, eu prefiro ir. Gosto de ver aquela mesma paisagem, de poder sair de casa, respirar ar livre. Eu me canso dessa mesmice, mas ela, no fundo, me agrada. Geralmente, não saio de casa no mesmo horário, então não vejo sempre as mesmas pessoas pelo caminho. Ainda bem. (...) Aí, eu sento, dou uma olhada rápida, pra ver quem está ao meu redor, tipo, reconhecendo o território, abro minha bolsa, pego o mp4, ponho os fones, e olho pra fora da janela. Visualizo aquele mesmo lugar, o caminho que observo todos os dias, que eu acho tão lindo. Começo a pensar, pensar, pensar, até que chega a hora de eu partir pra segunda fase do percurso até a universidade. Aí, eu sento, dou uma olhada rápida, pra ver quem está ao meu redor, tipo, reconhecendo o território, abro minha bolsa, pego o mp4, ponho os fones, e olho pra fora da janela. De novo. Só que dessa vez, fico puta com o trânsito. Cinco minutos, dez minutos, quinze minutos, vinte... são muitos minutos, até eu chegar ao meu destino.
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Na volta, eu não abro a bolsa, não pego... blá, blá, blá. Já que não tem aquela barulheira toda, nem pessoas se acotovelando, nem tanto trânsito. Tudo fica mais calmo. E sempre vou observando...
Dia desses, anteontem, eu voltava pra casa, e, de cara, vi um garoto que me fez lembrar de alguma coisa que gosto muito, que até então eu não sabia o que era. Fiquei na minha. Olhei pra ele de um jeito estranho. Sei que foi engraçado. Sentei do lado oposto do que ele tava, mas ainda perto. Um lugar que dava pra eu o observar o quanto quisesse. Eu ia ler alguma coisa, desisti. E comecei olhar, olhar... Ele não tinha nada que chamasse atenção, nada convencional, que pudesse chamar atenção. Sem graça. Com um ar meio triste e pensativo. Tinha cabelos encaracolados, castanhos. Magro. Pele bem clara. Pálido, pra alguém que mora onde mora, entende? Barba meio crescida. As mãos dele eram bonitas. Até os pés eu olhei, e não eram feios, nem o nariz (um pouco grande e curvado, bem pouco)... Talvez mais novo que eu. Mais ou menos minha altura. De onde eu tava, só conseguia ver o perfil, praticamente. Ele tava lendo, tentei ver o que era, e não consegui. Tava de chinelos verdes, uma roupa clara e meio amarrotada que dava a impressão de que tinha acabado de acordar. Fora a cara de sono, de quem acabou de acordar, também (Adoro cara de sono). Uma mochila em cima das pernas, que depois largou no chão... Ele não era bonito, nem um pouco, mas não o vi feio, muito menos agora. Sabe aquele papo de que se vc olha muito fixamente pra alguém, ele acaba percebendo, mesmo sem ver vc olhar, como se a pessoa sentisse que tá sendo filmada? Então, acho que isso é fato, hein? Ele dava umas espiadinhas com o canto do olho, e eu desviava... Uahuah! Daí, eu voltava a olhar. Ele continuava vendo o livro, ler que é bom, acho que nada. Sei lá. Confesso, olhei, mas olhei mesmo, como se só existisse ele pra eu observar alí. Me lembrei de um amigo que sempre me pergunta “ Jaque, vc já viu alguém pela primeira vez, e bateu uma vontade louca de ser amigo dele?”. Respondo que não. Não, não! Eu não senti, necessariamente, uma vontade louca de ser amiga do garoto. Mas matutei: O que será que ele faz da vida? O que será que ele tá pensando agora? Será que tem muitos amigos? Será que ele não tá num bom dia, ou anda com essas roupas sempre? Tem namorada? (Não por interesse nele, digo... Ah, deixa pra lá!) E se eu dissesse pra ele: “Gostei de suas mãos.” ou “Por que vc não corta o cabelo?” ou “Seu cabelo é muito estranho, mas eu gosto.” ou “O que vc tá lendo?”? - Ah. Pensei, pensei. Olhei, olhei. Quando eu estava no ápice da minha observação. Depois de eu torcer pra cada pessoa que entrava alí, se sentar no lugar mais distante, que não fosse entre mim e ele, uma mulher, com, aproximadamente, três vezes a largura dele, empacou no nosso meio. “Querida, faça a gentileza de sair da minha frente, ok?”. Não, não disse isso. Acabara a festa. E vinte longos minutos depois de tanta análise que eu fiz, ele foi embora. Incrível, ele me lembrava tanto, tanto, tanto (agora eu sabia o que era, na verdade nem lembrava tanto, mas eu já tinha enfiado na cabeça que lembrava e ponto!)... Que, quando se levantou, quis dar um abraço nele! Tipo, um abraço esmagador. Uahua!
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Situação - Jaque abraçando o garoto desconhecido:
- Que é isso, garota? O.o
- Desculpa, eu tenho que fazer isso! (Ainda grudada no pescoço do garoto.).
- Me larga, tenho que ir!
- Pufavô, só mais um pouco. Hum?(Grudada.)
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(Pessoas olhando, desconfiadas.)
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HAHAHA
Que tosco seria!
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Ow, acho que esse post tomou um rumo diferente do início. Longo demais “nem li”. Pensarei num título digno pra esse texto meio sem sentido.
NEM LI
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"Think I'll walk me outside and buy a rainbow smile, but be free, they're all free."
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Parabéns, vc conseguiu ler até o final e é um sobrevivente!

sexta-feira, 9 de maio de 2008

< digitar um título coerente com o texto >

Não sei se é falta de criatividade ou falta de esforço pra pensar num título decente.
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Hoje acordei bem cedo, o que não é muito comum. Ultimamente tá sendo assim, já que aqui em casa existe uma nova regrinha, a única, por sinal, e estúpida, que consiste em todo mundo dormir antes da meia noite. Argh! Detesto isso, detesto profundamente. Não por rebeldia, mas por saber que não faz sentido.
Então me levantei da cama e fui direto ligar o computador, confesso, por estratégia... e um pouco de pirraça. Daí que descobri que é muito bom ouvir música logo cedinho. São os dois melhores horários pra se ouvir música; de manhã e na madrugada. Silêncio... Quase sempre ninguém interessante tá on-line (dos meus contatos), e dá pra ouvir numa boa. Presto atenção nas letras, com toda a calma do mundo. Meu mal-humor matinal vai desaparecendo, e aí o dia parece que vai ser maravilhoso, mesmo não sendo, e eu não colocando os pés fora de casa, sinto que vai ser bom. É tão legal, porque sei que tá todo mundo dormindo (não falo só do pessoal de casa). Sei lá, gosto de pensar isso: “eles estão dormindo, guardados, e eu tô aqui, tranqüila, sem ser perturbada”. Eu, hein! Mas é isso aí, são coisas que se sente e não se sabe o “porquecausa-motivo-razão-e-circunstância”.
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Passa a manhã, a tardetbm , chega a noite e tudo seguiu o mesmo ritmo.
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Será que alguém vai pensar em comentar: "Ai, menina chata, reclamando por dormir cedo e depois vem dizer que daí que descobriu que é bom ouvir música pela manhã...blá, blá, blá!"? NEM VEM! Hunf!
E eu sei, já fui mais feliz nos meus posts. :/
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"Let's take a breath jump over the side".