segunda-feira, 31 de março de 2008

haja paciência!

Como se não fosse o bastante desligar meu celular, uma amiga liga, às oito e meia da manhã, pra o celular da minha mãe me pedindo dois favores. Como sou muito boazinha, os fiz. Me levantei, p. da vida. E fui pra batalha. Sim, uma batalha, visto que, hoje foi o último dia de recadastramento da carteirinha de estudante. Fui me preparando por todo o caminho, imaginei a maior fila que meu cérebro poderia supor. Mas nada se compara àquela cena medonha que eu vi , quando cheguei a transpal. A fila estava maior que a Muralha da China. A coisa tava tão gigantesca que tinha até equipe de reportagem fazendo link ao vivo pro jornal local. Me escondi pra não ser filmada. Passei TRÊS HORAS EM PÉ. TRÊS HORAS! Logo em seguida, quando consegui ser libertada daquele lugar, fui estudar e levei mais UMA HORA E MEIA pra chegar na universidade. Trânsito. Calor. Chuva. Pessoas doidas puxando papo. Enfim, terminei conversando com umas amigas e não entrei na sala de aula (aula maldita)...
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Tô sem internet. Punição por meu lapso de comportamento idiota de adolescente inconseqüente. Mas blz. É a vida. Não sei quanto tempo vou passar sem internet. Esse post tá uma porcaria. É isso aí.

quinta-feira, 20 de março de 2008

quero meu ovo...

... de Páscoa!
Então, ultimamente ando meio estressada, como algumas pessoas já devem ter percebido. E o pior, por coisas que eu enxergo, mas não aceito, e que não se organizam no meu precioso cérebro. Não sou do tipo que sai dando ‘patada’ em todo o mundo, quem me conhece, sabe que não sou estúpida (com certas exceções) nem nos momentos mais complicados. Mas, todos tem seu limite de suportar certas coisas. Não estou passando por algo que possa se dizer que é um “grande problema”, porém, é difícil pra mim. Não preciso de comentários do tipo: “vc supera”, “a vida é assim, Jaque”, “tudo vai dar certo” etc., etc. Definitivamente, não é disso que estou precisando, porque se as coisas têm de se ajeitar, vai acontecer por si só. Não consigo externar o meu estresse. O dia em que eu estava mais desconfortável, foi o que eu mais ri, nessa semana... “Tô estressando...”, “Jaque, vc ta rindo, que nem louca e eu sei que vc tá estressada”, sim, eu estava rindo e tudo dando errado. Tudo. Eu trocaria milhões de projetos, provas e seminários, por estar mais tranqüila e menos insegura. Se eu não aceito o que, de fato, me deixa incomodada, então procuro motivos mais óbvios e, de certa forma, irrelevantes pra servirem como desculpa... Como, por exemplo, dizer que quero ficar sozinha porque minha mãe não comprou meu ovo de chocolate. Quando, na verdade, eu quero que ‘dane-se’ o ovo (amo chocolate e não ficarei sem). Ou dizer que o “s” do meu teclado afundou, ou sei lá o quê. Que mesquinhez! O dia tá frio, cinzento, chuvoso e eu não sou a garota do tempo, mas acho que a informação é válida. Isso contribui mais pra que eu fique filosofando por aqui.
Ah, semana passada, meu professor parou a aula pra dizer que me acha uma pessoa “tão razoável”. Ele é muito inteligente (pelo menos profissionalmente), sarcástico e soa falso, mas muito divertido (talvez seja meu orientador no TCC). Por alguns dias, fiquei encucada, querendo saber o que uma pessoa como ele quis dizer com aquilo. Mas, pra quê complicar? Sejamos mais objetivos, Aurélio me diria que ele quis dizer que sou “moderada, contida, sensata... ponderada”. Esse sabe o que diz, hein? Gosto desse tipo de comentário, repentino, sincero. Da maneira que ele falou, dava pra soltar um “ela é tão idiota”, sairia igualmente natural ao “razoável”. Ele gosta de mim. Gostam (ou não) de mim porque sou “diferente”, eu disse “diferente”. Num sentido que não sei explicar.
Sou contraditória, às vezes. E, “é mesmo coisa minha, essa de ver tudo ‘de um jeito’ à noite e de acordar com pensamentos diferentes.”

quinta-feira, 13 de março de 2008

o colecionador

F.:
Eu poderia ficar horas inteiras a contemplá-la... a olhar para o seu cabelo e para a graciosa curva que descrevia ao cair-lhe pelas costas. Era como um véu ou uma nuvem, como um emaranhado de fios de seda. Ela tinha uma maneira de, com um gesto de cabeça, o lançar para trás, quando, por vezes, lhe caía para a testa, o que me encantava – era um movimento tão natural e delicioso! Por vezes, tinha vontade de pedir-lhe que fizesse esse movimento com a cabeça, só pra eu o apreciar de novo. Mas, claro, teria sido um pedido ridículo. Tudo o que ela fazia era delicado e gentil. Até mesmo virar a página de um livro. Levantar-se ou sentar-se, beber ou fumar, tudo isso era uma delícia. Devo dizer que, mesmo quando fazia coisas consideradas feias, como bocejar e espreguiçar-se, as fazia com uma beleza que eu não saberia como descrever. A verdade é que ela não podia fazer coisa alguma que fosse feia. Era demasiado bela para isso.
(...) às vezes era muito agradável e incisiva. Troçava de mim, imitava meus gestos e minha fala. Irritava-me muito e fazia-me perguntas às quais eu não podia responder. Mas outras vezes, de súbito e sem menor razão, era imensamente simpática (...) e, então, eu suportava tudo que ela dizia ou fazia.

M.:
Quase dois metros de altura. Bem mais alto do que eu, claro. Muito magro, parecendo ainda mais alto do que é. Gânglios. Tem as mãos demasiado grandes. Tem a pele branca e rósea. As mãos quase não são mãos de homem. Adenóides. Tem uma voz estranha, sem educação, mas tentando ser educada. Uma voz que lhe está sempre falhando. Tem o rosto muito longo. Cabelo preto, sem vida. Encrespado, duro, sempre muito bem penteado. Veste sempre um paletó esportivo, calças de flanela e gravata alfinetada. Nunca se esquece dos botões de punho.
É aquilo que se chama de um rapaz agradável.
Absolutamente sem sexo (parece).
Costuma deixar cair as mãos ao longo do corpo, ou pô-las atrás das costas, como se não soubesse o que fazer com elas. Aguarda respeitosamente que eu lhe dê as minhas ordens.
Tem olhos de peixe. Observam. Nada mais. Não têm expressão.
(...) Por vezes, chego a julgar que ele é inteligente: tenta granjear a minha simpatia, fingindo que está nas mãos de uma terceira coisa.
(...) Envolve-me com os seus tentáculos de pessoa ressentida e humilhada.
(...) Sei bem o que sou pra ele: uma borboleta que nunca conseguiu capturar.


Um rapaz, caçador de borboletas, apagado funcionário público, solitário, de repente, torna-se o dono de uma fortuna. Ele passa a ter uma grande ambição: seqüestrar e manter junto de si a jovem por quem se encontra obsessivamente apaixonado. E, para isso, depois de um plano mirabolante, ele a aprisiona em um casarão que adquiriu para esse fim. O seqüestro tem o principal objetivo, demonstrar seu amor por ela e ser correspondido. O rapaz tenta, de todas as maneiras, fazer com que haja um elo afetivo entre os dois, para que ela consiga entende-lo e compreender tudo o que ele sente. É a tentativa de um jovem, que não demonstra grandes expectativas para o futuro, ter ao seu lado a mulher, objeto de sua contemplação, com quem tanto sonha.

Fico imaginado se é possível alguém se apaixonar por uma pessoa assim, praticamente "doentia"... Acho que sim, até por que, nesse mundinho de meu deus existem pessoas pra tudo. Confesso que, em muitos momentos, eu gostei/gosto dele, assim como a seqüestrada... (ficou "balanceada" em alguns...) Sei lá, não gosto de gente fraca, mas no fundo, ele mostra o desejo que muitos escondem... Obviamente, criei certa simpatia por ele, por toda a situação do seqüestro ter sido romantizada... Além do mais, ele é completamente consciente de toda a realidade ao seu redor, mas a verdade, é que não aceita isso. Sabe que ela não seria capaz de amá-lo, pelo menos não se o conhecesse de uma maneira mais convencional. Por serem de "mundos diferentes". Seria incapaz de impressioná-la. Ao mesmo tempo, é como se ele quisesse algo que fizesse sua vida ter sentido, algo que já sabia perfeitamente o que era (quem era). Como se a borboleta mais linda estivesse na sua frente, diante de seus olhos, e que tivesse de capturar pra que ela não pudesse fugir. E, assim, poder embelezar e dar cor a sua vida.
Sabe quando vc pensa “se eu pudesse, guardaria fulano (a) num potinho”? Como se aquele alguém, ou até mesmo alguma coisa, te pudesse fazer feliz de alguma maneira. É meio infantil e egoísta, mas é um pensamento que muitas vezes nos aparece.
Se pudesse entrar na história, eu defenderia o colecionador.

quarta-feira, 5 de março de 2008

delícia!

Substantivo feminino:

1. sensação agradável ou deleitosa; voluptuosidade; prazer;
2. extrema felicidade;
3. encanto.
(Do lat. delicìa-, «id.»)
Assim como várias outras palavras do nosso querido português, eu admiro a palavra ‘delícia’... Tá aí uma palavra que não enjôo. Vamos pensar... Tudo que é bom, dá pra encaixar 'delícia' no meio. Apesar de eu adorar, acho que ela não deveria ser falada ou escrita muitas vezes, só nos momentos certos, pra não gastar! Creio que a frase "as palavras têm poder" teve seu sentido (dentre os muitos sentidos que ela tem) maior, pra mim, quando assisti a um filme que nunca sai de minha cabeça, na época de minha pré-aborrescência. O foco não era esse, mas, na história, havia uma garota que se excitava loucamente com palavras 'difíceis', tipo 'inaceitavelmente', 'plúmbeo', 'plenipotenciário', e por aí vai... Em uma cena, ela fica gemendo e se debatendo em cima de uma mesa dentro da biblioteca da universidade, enquanto o 'amigo' lê, a pedido dela, palavras 'difíceis' de um livro. Eu, sinceramente, achei aquilo o máximo. Sendo fingimento dela ou não, é muito legal! Será que existe alguém assim? Tem outra parte bem legal tbm, mas não contarei, e vale ressaltar que (apesar de eu precisar ter visto escondida) é uma comédia romântica, ok? Não quero tomar o sentido sexual da coisa, apenas, mas o exemplo vem ao caso, porque mostra o quando a escrita pode despertar fascínio numa determinada pessoa. É meio confuso, mas pode. Eu mesma... geralmente, livros mais antigos, não tããão antigos assim, mas, os menos 'moderninhos', têm um vocabulário mais gostoso de se ler, e se, em um livro desse, vejo uma frase que me chame a atenção, leio a passagem até cansar.
Não que eu suba pelas paredes quando ouço 'delícia', mas que 'delícia' é uma delícia de se ouvir, isso é! DELÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍCIA! E não me mandem tatuar no meio da testa!

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Agora juntem suas pedras e taquem todas em mim!

terça-feira, 4 de março de 2008

parabéns *-*

Hoje é aniversário de minha amiga chiquinha com nome de cowgirl que é chata bagarai me faz rir quase todos os dias! Aline Barreto!
Sabe todas aquelas coisas que todo mundo faz questão de desejar em dia de aniversário? São exatamente o que eu tbm desejo, in duplicate and triplicate!

Line, te amo! E vc sabe que sempre pode contar comigo. Torço por vc nessas duas semanas e sempre!

Um xêro, e um abração sufocador de 15 minutos Oo(que vou te dar quando chegar na ufal), da sua amiga que te deve uma cocada!
x)