quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

e agora, José?

Ai, e agora, o que vai ser de miiim? Não sei, tô perdida! Tô sem rumo, sou um peixe fora d’água! Tá, menos, bem menos... Tbm não é nenhum fim do mundo, e isso ta parecendo pagode. Ah, é que amanhã eu vou me mudar... Mudar de casa, de rua, de bairro, de cidade... Mudar minha rotina (ou não). Será que mereço Troféu Maria do Bairro depois dessa? Pois é, vou me mudar (essa palavra já ta me deixando doida) e ainda não digeri muito bem a novidade, porque, lá no fundo, sei que essa mudança não é uma mudança qualquer. Mesmo tendo quase nada me prendendo aqui, minha vida vai ser diferente, não sei se melhor ou pior, não sei se muito ou pouco, mas será. Acho que a maior dificuldade, pelo menos de início, vai ser pra ir até a universidade. Pra quem levava apenas uns minutinhos pra chegar lá, agora creio que vou gastar cerca de uma hora e alguns minutos (de carro é bem mais rápido).
Faz um tempão que moro aqui e não tenho nenhuma amizade na rua. As que existiam, foram embora. Tinha aquela minha amiga que encontrei... Mas ela se mandou já faz mais de três anos... Tem Rosana, que mora três ruas depois de mim, mas isso não vai influenciar de a gente se ver e acho que em breve ela tbm vai se mandar.
Vou sair daqui e não vou ficar me lembrando de coisas que aconteceram neste lugar, pra falar a verdade, nem me recordo de coisas que possam ter me marcado. Sei lá. Talvez lembre de quando eu brincava com a pivetada no meio da rua e voltava pra casa tarde da noite com as pernas cheias de poeira, de tanto jogar queimado, sete-pedras, rouba-bandeira, polícia e ladrão, pular corda, elástico... Quando soltava pipa com meu irmão. Quando ia pra casa da vizinha brincar de o gato mia. Quando pulava o convento aqui em frente pra roubar jambo. Quando tinha crise de riso dentro da igreja. Quando me juntava com o pessoal pra meter pegadinha do mallandro em quem passasse na rua, tipo, amarrar barbante em dinheiro falso e esperar pra puxar quando um trouxa se abaixasse pra apanhar a “nota”. Quando reunia um monte de gente na casa de alguém depois do colégio. E tomar sorvete da Tia. E pedir meu X-frango (o melhor)... (Entrei em contradição, me lembro de vários "quandos"). Porém, so lembro se preciso for, e nem me prendo a isso. Penso em como vai ser daqui pra frente, e desse jeito, acabo matutando aquela maldita música do Zeca Pagodinho pinguçoidiota: “deixa a vida me levar... blá, blá, blá, blá, blá...”, que eu abomino.
Então... Da maneira bem mais não-dramática possível, digo que realmente não sei o quê me espera por lá, e procuro não imaginar pra não me decepcionar. Teeento, mas não adianta, não consigo deixar de ficar encucada. Tenho muita vontade de que tudo seja legal e que este seja apenas um passo pra um caminho bom que vem por aí.

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

por que desligo o celular quando vou dormir?

Eu simplesmente detesto acordar cedo. Já tentei me convencer de que levantar da cama cedinho é ótimo... Acordar com os passarinhos cantando, abrir a janela e sentir a temperatura do sol tão gostosinha nas primeiras horas do dia, “bom dia sooool”, quem sabe dar uma caminhada, tomar café assistindo Ana Maria Braga, ajudar nos afazeres de casa. Tudo tão liiiindo e tal. Porééém, isso não é minha realidade. Meu negócio mesmo é acordar tardão, e desde que me conheço por gente que o sistema funciona assim: dormir tarde, acordar tarde. F*** é quando algum motivo de força maior me obriga a levantar mais cedo do que de costume. Tipo, vamos ao fato que tem a ver com o título post. Quarta-feira passada, esqueci de desligar meu lindo celular antes de dormir. Beleza. Nessa madrugada eu tinha ido dormir relativamente cedo (pra mim), já que havia marcado dentista. Oito e alguma coisa da manhã o celular toca. Tinha colocado pra despertar oito e meia. Quando atendi, muito bem humorada, quem era? Ela. Rita. “Jaque, acordada essa hora? (¬¬’) Me faz um favor... Liga pra fulano (tipo, supervisor dela), fala pra ligar pra mim. Quero muito falar com ele.” Gente, como assim? Ligarpraosupervisordelapedindopraeleligarpraela? Seria tão fácil ELA ligar pra ELE. Não é mesmo? Mas aí eu encaixei tudo direitinho... E concluí que ela não fez isso porque, na verdade, ia avisar que não trabalharia naquele dia. Acho que ficou com receio de falar com ele logo de “cara”. Sei lá. Liguei, mas não atenderam. Então mandei mensagem. Me atrasei pra o dentista e saí de casa correndo que nem louca. Apesar de eu ter chegado àquela conclusão, não vi lógica pra ter ligado pra mim e ter pedido o tal favor, não que eu tenha achado ruim (ou sim). Me acostumei com esses pedidos exploradores e sem nexo. Fazer o quê, amiga é pra isso, né? Mas, pode o céu cair ou Josh Hartnett estar a minha procura (seeei), enquanto eu lembrar, vou sempre desligar, ou pôr meu celular no silencioso e tirar o residencial do gancho pra poder dormir em paz!
OBS.: Rita, se um dia vc ler isso, entenda que... Te adoro, ok? :*

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

"o que vc mais quer?"

[drama mode: on] *
Dia desses, uma amiga minha (melhora amiga) tava falando sobre certas coisas, quando, de repente, ela parou e me perguntou (praticamente na velocidade da luz): “Oquevcmaisquernomundonessemomento?”. Eu fiquei meio que sem ação, porque, na verdade, eu já me perguntei quais as coisas que quero, mas o que mais quero, só um desejo... Isso eu não sabia. Então veio um monte de pensamentos na minha cabeça, ao mesmo tempo. E fiquei com aquela cara de panaca olhando pra ela... Quando fiz menção de dizer algo, ela me falou: “eu queria sumir, só isso” O.o Engoli seco o que eu ia dizer, o que ainda nem sabia... Aí vc pensa: “Facinho, é só sua amiga se jogar na frente de um carro e pronto”. E eu digo: sim, foi exatamente o que ela falou: "às vezes dá vontade de me jogar na frente de um carro, mas não é tão fácil assim, né?”.
É complicado falar coisas de incentivo pra alguém que não ta muito bem. Esperando que ela vá ficar mais esperançosa, animada ou sei lá o quê, quando vc tbm não anda muito bem. É como se vc não tivesse capacidade de passar coisas positivas pra outra pessoa. Como se não fosse adiantar. Mesmo assim digo, porque talvez seja o que eu gostaria de ouvir.

*ou não

:D

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

"tá sumida, hein"

Hoje encontrei com uma amiga de infância, da época do colégio. Era amiga de verdade, tipo melhores amigas inseparáveis. A gente estudou sete anos juntas. Da 5ª série ao 3º ano de ensino médio. E éramos vizinhas. Ou seja, praticamente 24 horas grudadas uma na outra. Tínhamos o nosso grupinho, que era muito unido, por sinal. A amizade era de dar inveja nas meninas retardadas que odiavam a gente. Bom, isso soa idiota, mas era bacana demais.
Estavam ela e o namorado, que já conheço. Figura, o carinha. O encontro foi, tipo, sem graça, sabe? A gente não se via há uns meses. Beijinho pra lá, beijinho pra cá, p*** abraço seco. Sei lá, muito sem graça. Falamos sobre aqueles papos super chatinhos que torço pra não ter que falar quando encontro alguém em algum lugar. A mesma cara de bobinha com um ar mais responsável. Ela não falou de nada que eu já não soubesse. E eu fazendo aquelas caras de “séééério?”, “nossa”, “jura?”... Ainda bem que o namorado dela é um bobão e eu dei umas boas risadas com ele, se alguma coisa me deixou um pouco a vontade naquele momento, essa coisa foram as besteiras que falei com ele, que nem lembro mais.
Tudo bem que depois desse namoro ela evaporou, então, amizade como a de antes já era.
É difícil conservar amizades antigas, se bem que eu nem procuro conservar tanto, não preciso esquentar, se a coisa é verdadeira, vai ser verdadeira pra sempre, sem forçação.
Dia desses, eu tava pensando nessa minha amiga [?] e bateu vontade de ver a cidadã. Mas depois de hoje, acho que preferiria não ter visto, pra não ter que confirmar aquilo que eu já sabia. Que as coisas mudam e que eu tenho medo de um dia perder as pessoas que (hoje) eu gosto.

domingo, 13 de janeiro de 2008

a festinha

Aleluia! Acabou fds. Nem eu entendo essa alegria, porque morro de vontade pra que ele chegue e quando finalmente chega, torço pra que acabe logo. É aquela coisa: praia, depois da praia vem outra praia, depois de praia vem outra. Mas não é isso que me deixa ansiosa pra acabar, seria ridículo eu dizer que é por causa do lugar... A verdade é que eu adoro ver aquela plaquinha " Bem- vindo(a) a Maceió", e depois a poluída Praia da Avenida, que pra mim é a mais linda de todas da cidade (como pode ser tão linda e tão azul daquele jeito?). Me da um alívio...

A festinha foi hilária. Primeiro que foi um sufoco pra achar o maldito lugar, que inclusive acredito nem existir no mapa daqui. Depois, chegamos lá e as músicas da Xuxa tavam bombando, mas quanto a isso foi tranqüilo, já tava preparada para o pior. Sentamos (olha só) minha mãe, que se entrosou com um povo lá, meu pai, que se entrosou com ooooutro povo, uma parenta que ficou falando no celular o tempo todo, uma amiga de minha mãe e o filhinho dela, e eu. Legal, né? Tudo tava tranqüilo, até que apareceu aquele maldito palhaço. E todos começaram a rir com algumas coisas que ele fazia, que eu não vi a mínima graça.
Na parte das brincadeiras até que foi legal. Juro, achei legal. É, até me deu vontade de participar. Não teve bebida, quer dizer, teoricamente não, mas o pai do aniversariante tava puxando o cabelo de minha mãe e rodopiando que nem uma baiana no meio do salão.
Na hora de cantar os parabéns a pivetada foi com tudo pra cima de umas coisinhas que tavam em cima da mesa, e a mãe do anfitrião começou a chorar. Eu ri. Depois umas velhas derrubaram uns suportes, pra o bolo, enormes de vidro. Eu ri tbm. É um tédio até escrever como foi aquele acontecimento. E sei que ta sendo um tédio ler tbm.
Enfim, os moleques ficaram de tocaia esperando o palhaço dar vacilo e arrancaram a peruca dele. Eu amei ver aquilo, porque era exatamente o que minha alma de criança traumatizada tava querendo fazer desde que viu aquele ser escroto. Era um careca de pescoço fino. Fui pra casa feliz depois daquela cena. E adorei saber que o moleque (um peste) pirou no presente que eu escolhi pra ele. ^^

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

=/

Oba, oba! Amanhã, ou hoje, como queira, é dia de praia (ou não)!
Pois é, sábado tem festa de criança pra ir, e festinha assim é o que há! A pivetada toda correndo solta pra lá e pra cá no meio do salão, e os adultos se afogando na cachaça, ao som da banda de axé/forró/brega/arrocha sensação do momento. Já to até vendo a cena: eu comendo docinho, salgadinho ou qualquer outro inho enquanto algum ou alguns pivetes grudam no meu pé, porque parece que tenho imã pra atrair criança.
A semana tá acabando, ainda bem que passou rápido, e espero que na próxima eu não esteja mais com essa sensação de que puxei um baseado e estou na paz de Jah. Em compensação tem matrícula da ufal pra fazer se aproximando. Férias acabando. Meus últimos dias dormindo e acordando tarde. TCC. Pessoas enchendo meu saco dizendo pra eu trabalhar/estagiar e etc. Pra quê tudo isso? As coisas não poderiam ser bem mais simples? AAAAAAAAAAAAAAH :( Triste, muito triste!

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

q

Fiquei praticamente o dia todo tentando dormir (impossível com o calor infernal que anda fazendo). A tarde, liga minha mãe falando que tinham umas chamadas não atendidas no celular dela, todas de Ritinha. Retornei e ela tava no shopping. Revoltada porque meu celular tava descarregado (pra variar). E pra quem sobra? Minha mãe! Disse que tava na frente do cinema e tinha um filme em cartaz que eu tava doida pra ver, lembrou de mim. “Qual?”. “Miiiga, aquele, pô, éé... Xuxa, um sonho de menina...” ¬¬. Queria que eu tivesse ido com ela, mas lógico que não teria visto aquele pseudo-filme nem sob tortura.
Bater perna pelo “shópis” não é a melhor coisa a se fazer, mas até teria ido se a preguiça tivesse deixado. Tava a fim de ver filme mesmo, não o filme de Xuxa (reforçando), lógico, outro qualquer, se bem que aqui cinema é um caso sério, em todos os sentidos. Mas não fui e fiquei vendo Chaves em casa. Legal, né? Mais legal é não prestar atenção na aula pra falar das tosquices de Chaves (e outras coisas que geralmente crianças de 7/8 anos de idade comentam) com os amigos, sob os olhares atravessados de Rita, que deve pensar que nós três: Aline, Arthur e eu somos uns retardados. “Não acredito que vcs tão falando disso. Vou até me retirar...”. Fica aperreada se a gente fala de assunto “besta” e “de criança”. Mas quem liga?
Ô saudade do povo... só um pouquinho, ok?

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

sai pra lá, 23!

Ontem, finalmente, assisti Número 23. Tava curiosa por ter Jim Carrey no elenco, que geralmente só faz papel de idiota em outros filmes. Fiquei toda empolgada pra ver, sozinha em casa, sacomé, né? Ninguém pra encher meu saco e tal. Bom, é a história de um cara que ama a família, bom marido e bom pai. Só que a vida dele muda quando, no dia de seu aniversário, a esposa dá um livro de presente pra ele. Ele começa a ler e fica completamente noiado com o desenrolar da narração que vai se misturando com a realidade. Descobre que o número 23 tem ligação com tudo que diz respeito a sua vida. E as coisas começam tomar um rumo maluco. Traição, mortes, medo, coisas meio sobrenaturais... Acontece que eu tbm encuquei com esse troço. Pra começar, liguei a luz da sala, porque já tava cismada. O clima ficou estranho, mas vi até o fim. Afinal, que besteira tudo isso. Aí, quando acabou, fiquei, tipo, processando tudo... Aquele final. Besteira, nada a ver esse negócio de 23. Mas como sou besta mesmo, me passou pela cabeça fazer algum cálculo, de alguma coisa que tivesse a ver comigo, pra ver se resultava no maldito 23. Data de nascimento? Identidade? CPF? CEP? Sei lá. Pensei “uma coisa mais simples Já sei, vou ver a hora!” Fui até a cozinha... 11 horas da noite (em ponto). Opa! 11 horas? 23 horas? Palhaçada. “Qual o número da minha casa mesmo? 32... 23 ao contrário.” E lá vou, em mais uma tentativa: J-A-Q-U-E-L-I-N-E-P... 22 letras, ufa! Passou raspando”.
Por que eu sempre fico assim depois desses filmes loucos? Lembro que quando vi O Operário, me passou pela cabeça passar alguns dias sem dormir pra ver como eu ficaria. O.o
Ainda bem que o efeito 23 já passou.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

oi?

Não sei qual o propósito exato deste blog que acabo de criar, mas, criei mesmo assim. Só sei que pelo menos uma leitora já existe, inclusive foi quem me falou que eu deveria criar. Cá estou, dona Aline Barreto (mirmã, vc noiva e eu nem fico sabendo). Agora pode ir tratando de ler sempre que eu lembrar de atualizar, ok? Não sei o que vou escrever, mas tudo bem... Têm tantas opções... Uma delas é falar sobre as aventuras que acontecem no meu dia. Afinal, são tantas emoções, "né verdade?". Vamo ver no que vai dar.

=]